Vendas do varejo registram alta de 4,2% em 2009 no RN
24/02/2010 - 11:32
O reaquecimento do mercado de trabalho e estímulos como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para eletrodomésticos ajudaram o comércio varejista do Rio Grande do Norte a crescer 4,2% em 2009 e a avançar 7,3% em dezembro, mês considerado o melhor para as vendas. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, apesar de significarem incremento sobre o desempenho registrado nos mesmos períodos de 2008, ficaram abaixo da média nacional, de 9,1%, e aquém das expectativas do setor. No balanço do ano, os empresários esperavam expansão de 8%.
O resultado atingido de janeiro a dezembro rendeu ao RN o menor crescimento do Nordeste para o volume de vendas e apenas a 23º posição no país. Também ficou distante do desempenho do ano anterior, quando a alta chegou a 11%.
Segundo o economista e chefe do IBGE no Rio Grande do Norte, José Aldemir Freire, o ciclo de desaceleração atravessado pelo estado principalmente no primeiro semestre de 2009, associado à crise e ao aumento do desemprego, foi a principal razão da marcha mais lenta. Mas há, diz ele, motivos para comemoração.
“A economia brasileira cresceu praticamente zero. Enquanto o comércio cresceu acima de 4%. Se a gente observa o setor frente à economia foi um ano de ganho”, analisa, acrescentando que a atividade encontrou fôlego a partir da segunda metade do ano, na esteira principalmente do resfriamento da crise e da retomada das contratações. Em dezembro, o aumento do volume de vendas foi maior que o alcançado em dezembro de 2008, época em que a crise mundial e os efeitos dela já afetavam a economia e em que a expansão no mês não passou dos 3,5%.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomercio RN) enxergou os dados com bons olhos. “Começamos o ano com um cenário de incertezas, e fechá-lo com balanço positivo é muito importante. Esperávamos um pouco mais tanto de dezembro quanto do ano como um todo, mas crescer já é positivo”, analisou, em nota, o presidente da entidade, Marcelo Queiroz.
De acordo com ele, o número menor do que o previsto pode ser creditado a uma acomodação, após oito meses seguidos de altas do setor e à certa cautela do consumidor potiguar na hora de gastar.
No caso do comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de materiais de construção e do setor automotivo, que também foram beneficiados com a redução do IPI, os resultados do RN foram, respectivamente, de 11,5% em dezembro, sobre dezembro de 2008, e de 5,6% no acumulado do ano. Para Aldemir Freire, do IBGE, o setor deverá crescer este ano.
Natal
Em Natal, as vendas do comércio cresceram 12% em dezembro e 7,5% no ano, de acordo com dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Natal. “Tivemos um segundo semestre forte, com Liquida Natal, IPI reduzido, antecipação do 13ª salário por parte do município e do estado em junho. Além disso, o consumidor percebeu que efeitos da crise como os cortes de emprego haviam passado e voltou à ativa automaticamente”, diz o superintendente da entidade, Adelmo Freire, observando que os números, que em 2009 ficaram dentro da expectativa do setor, deverão “bombar” este ano. “Acredito que poderemos chegar próximo aos 10%”, estima.
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