Celso Amâncio
Primeiro palestrante da manhã do sábado, 31 de maio, Celso Amâncio falou a respeito da ”História do crédito no Brasil sob a visão do usuário”. Com o franco desenvolvimento da economia brasileira, é fácil constatar que o crédito no país obteve uma larga expansão, oportunizando horizontes mais amplos para as pessoas.
Confira a entrevista a seguir
1 - Qual a expectativa quanto à palestra ”História do crédito no Brasil sob a visão do usuário?”
Vou levar um pouco da minha experiência de 28 anos de Casas Bahia, onde fui o criador do crediário e depois no Carrefour, onde presidi o Banco Carrefour, além de colocar o empresário na posição de cliente, vendo como as informações são prestadas na concessão do crédito.
2 – Qual a atual realidade do crédito no Brasil?
Para se ter uma idéia, as noticias que nos chegam são de que o crédito no Brasil já ultrapassou R$1 trilhão. Você imagina então a importância do crediário no nosso país. Certamente, é a maior riqueza do povo. Quem tem crédito realmente tem condição de ter as coisas, de melhorar a vida das pessoas.
3 – Quais os meios que justificam a realidade do crédito no Brasil?
A utilização do cartão de crédito é uma das mais expressivas. Desde 2003, a expansão do uso do cartão nas classes C e D cresceu 142%, contra 89% das demais faixas de renda. O cartão passou a ser visto com um facilitador do crédito.
4 – Como o tema da palestra se aplica ao tema da convenção “Procuram-se Talentos?”.
Totalmente. As empresas hoje não querem mais funcionários. Querem talentos. Às vezes, mais de um! Na verdade, sempre se procurou talentos. As empresas e cada um de nós precisam ao menos de um. Na minha empresa eu não escrevo temos vagas, mas procuro talento.
5 – Qual o seu maior talento hoje em dia?
O meu maior talento atualmente é procurar ser útil através das palestras que ministro. Penso que temos desenvolvê-los diariamente, para nos desafiarmos constantemente.
6 – Os gestores também não precisam estar qualificados para reconhecer quem são os novos talentos?
Se o gestor não é um talento, ele está lento. A nossa cultura é baseada na figura da pessoa que é superior, onde a tendência é copiarmos os atos de nossos pais e chefes. Realmente, o gestor é a primeira pessoa a ser trabalhada no processo. E quando o trabalho é feito simultaneamente com sua equipe, como na presente convenção, os dois aprendem juntos.
7 – Você é especialista em crediário. Qual o segredo no trabalho que realiza?
Não sou especialista em crediário. Especializei-me em gente. Quem precisa de crédito é gente. E não importa mais se é classe A, B, C, D ou E. Temos que nos preocupar em ceder um crédito que não prejudique a pessoa.
8 – O crédito não está um pouco banalizado?
Nós temos que saber qual a necessidade e até quanto a pessoa consegue se comprometer. Não basta somente vender. É preciso ensinar. É fundamental que estimulemos a pessoa a controlar suas dívidas, a manter um equilíbrio financeiro.
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